Os homens são todos iguais.
Foi a frase que eu cresci a ouvir e que oiço todos os dias. Ouvia a minha mãe a dizer, a minha irmã, as minhas amigas, as minhas namoradas e ex-namoradas.
Ouvia-a de todas as mulheres que me rodeavam, as que conhecia e as que não conhecia.
Umas vezes de forma mais sentida, como se todas essas mulheres tivessem sentido na alma e na pele tudo o que todos os homens iguais faziam às mulheres, supostamente todas diferentes, outras de forma mais vazia, em tom de piada.
Ouvi isto como se fosse um provérbio popular, uma verdade absoluta, uma certeza irredutível.
São todos farinha do mesmo saco, querem todos o mesmo, dizem elas, tão certas sobre si mesmas e o que dizem. Como se elas não fossem tão parecidas entre elas, como se não andassem também elas à procura do mesmo. Como se todos nós, no fundo, não andássemos à procura do mesmo.
Procuramos príncipes e princesas encantados, procuramos o amor em todas as esquinas, procuramos pessoas que nos amem e nos compreendam, que vejam em nós aquilo que não conseguimos ver quando olhamos ao espelho.
Queremos ser amados, mas nem todos temos a capacidade de amar. E, acreditem, conheço muita gente que não tem, de todo, essa capacidade.
É nisto que somos diferentes.
Apercebi-me disso quando conheci alguém que me deu toda a capacidade de amar, que me olhou e me leu por inteiro, que me conheceu até ao recanto mais profundo, sem se importar com o meu passado, com as minhas histórias tristes, com as minhas histórias mal acabadas ou por acabar.
Foste tu.
Entraste na minha vida com a calma de um furacão. Trouxeste a serenidade que ninguém tinha trazido, da forma mais louca.
Tiraste-me do sério, deste-me tanta coisa para lembrar, deste-me a certeza que não somos todos iguais.
Deixei de sair à noite, graças a ti. Não por me prenderes, não por me proibires, não por não teres confiança em mim, mas porque não precisava.
Porque correr os bares todos de mini na mão não me fazia feliz, não me acrescentava nada.
Não precisava de nenhuma das outras mulheres, nem daquelas de quem tu tinhas ciúmes.
Não me importava se o cabelo delas estava melhor pintado que o teu, se tu tinhas raízes e elas não, se as roupas que elas usavam eram mais bonitas ou mais caras do que as tuas. Nunca me importei porque, quando olhava para ti, não eram as tuas roupas que eu via.
Via-te pelo que tu eras, da mesma forma como tu me vias.
Deixei de ter interesse em beijar gajas na noite porque nenhuma delas eras tu.
Sair à noite deixou de ter piada a partir do momento em que a minha cama tinha o teu cheiro e eu me sentia mais em casa contigo do que em qualquer das casas em que estive.
Reconstruíste-me.
Deste-me coisas que eu não conhecia. Mostraste-me que não importa quanto tempo passamos com uma pessoa. Numa hora, ensinaste-me mais do que todas as pessoas com quem me cruzei na minha vida.
Não sobram ressentimentos, nem mágoas.
Sobram as recordações que tanto significam, a forma louca como entraste na minha vida e como me fizeste viver.
Não vou voltar a sair nem a beber, porque tornaste-me melhor que isso.
Não vou procurar outras, porque ninguém se irá deitar na cama que ainda tem o teu cheiro e as tuas memórias.
Quando te reencontrar, seja daqui a um ano ou dois, seja no sítio onde nos vimos pela primeira vez ou na praia onde demos o nosso primeiro beijo, não me vais encontrar como me deixaste.
Vais-me encontrar com a certeza de que és tu quem quero e de que esperarei por ti o tempo que for necessário.
E, quando chegares, eu vou ser o homem não que tu queres, mas que tu mereces.
Prefiro viver sozinho para sempre a ter alguém que não és tu. Prefiro estar sozinho a ser menos daquilo que tu mereces.
Fizeste isso por mim, e agradeço-te.
Agradeço-te por me teres mostrado que não somos todos iguais.
Procuramos príncipes e princesas encantados, procuramos o amor em todas as esquinas, procuramos pessoas que nos amem e nos compreendam, que vejam em nós aquilo que não conseguimos ver quando olhamos ao espelho.
Queremos ser amados, mas nem todos temos a capacidade de amar. E, acreditem, conheço muita gente que não tem, de todo, essa capacidade.
É nisto que somos diferentes.
Apercebi-me disso quando conheci alguém que me deu toda a capacidade de amar, que me olhou e me leu por inteiro, que me conheceu até ao recanto mais profundo, sem se importar com o meu passado, com as minhas histórias tristes, com as minhas histórias mal acabadas ou por acabar.
Foste tu.
Entraste na minha vida com a calma de um furacão. Trouxeste a serenidade que ninguém tinha trazido, da forma mais louca.
Tiraste-me do sério, deste-me tanta coisa para lembrar, deste-me a certeza que não somos todos iguais.
Deixei de sair à noite, graças a ti. Não por me prenderes, não por me proibires, não por não teres confiança em mim, mas porque não precisava.
Porque correr os bares todos de mini na mão não me fazia feliz, não me acrescentava nada.
Não precisava de nenhuma das outras mulheres, nem daquelas de quem tu tinhas ciúmes.
Não me importava se o cabelo delas estava melhor pintado que o teu, se tu tinhas raízes e elas não, se as roupas que elas usavam eram mais bonitas ou mais caras do que as tuas. Nunca me importei porque, quando olhava para ti, não eram as tuas roupas que eu via.
Via-te pelo que tu eras, da mesma forma como tu me vias.
Deixei de ter interesse em beijar gajas na noite porque nenhuma delas eras tu.
Sair à noite deixou de ter piada a partir do momento em que a minha cama tinha o teu cheiro e eu me sentia mais em casa contigo do que em qualquer das casas em que estive.
Reconstruíste-me.
Deste-me coisas que eu não conhecia. Mostraste-me que não importa quanto tempo passamos com uma pessoa. Numa hora, ensinaste-me mais do que todas as pessoas com quem me cruzei na minha vida.
Não sobram ressentimentos, nem mágoas.
Sobram as recordações que tanto significam, a forma louca como entraste na minha vida e como me fizeste viver.
Não vou voltar a sair nem a beber, porque tornaste-me melhor que isso.
Não vou procurar outras, porque ninguém se irá deitar na cama que ainda tem o teu cheiro e as tuas memórias.
Quando te reencontrar, seja daqui a um ano ou dois, seja no sítio onde nos vimos pela primeira vez ou na praia onde demos o nosso primeiro beijo, não me vais encontrar como me deixaste.
Vais-me encontrar com a certeza de que és tu quem quero e de que esperarei por ti o tempo que for necessário.
E, quando chegares, eu vou ser o homem não que tu queres, mas que tu mereces.
Prefiro viver sozinho para sempre a ter alguém que não és tu. Prefiro estar sozinho a ser menos daquilo que tu mereces.
Fizeste isso por mim, e agradeço-te.
Agradeço-te por me teres mostrado que não somos todos iguais.
O Mundo é muito grande e eu tenciono descobri-lo. Quando chegares, quando me encontrares, conto-te tudo. Todas as minhas aventuras. E depois, partimos. Vamos voltar a descobri-lo, mas juntos.
E, por aí, em qualquer lugar do Mundo, vou contar-te a minha história.
Quando partilharmos tudo um com o outro, vamos viver mais aventuras. Criar mais memórias.
Entretanto, eu espero por ti.
Não sou igual a todos os outros, a nenhum dos outros. Vou mostrar-te isso e vou fazer com que tenhas tanto orgulho em mim, como eu tenho na pessoa em que me tornei.


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